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Lidocaína: como renovar a receita online
A lidocaína é um anestésico local. Bloqueia temporariamente a condução do sinal nervoso na zona onde é aplicada, pelo que é utilizada em procedimentos médicos e dentários e, em algumas apresentações, no alívio de dor localizada. Há um ponto a esclarecer antes de tudo o resto. O regime de dispensa é atribuído a cada medicamento em concreto e não à substância em geral: com lidocaína existem embalagens que a farmácia dispensa sem receita e existem embalagens sujeitas a receita médica. O que vale para a sua está indicado na embalagem e no folheto informativo, e o farmacêutico confirma-o ao balcão. Se for de venda livre, não precisa deste serviço nem de pagar uma consulta. Esta página destina-se a quem já faz tratamento com uma apresentação que exige prescrição e cuja receita chegou ao fim. O pedido é feito por formulário clínico, sem videochamada e sem marcação, e é avaliado pelo Dr. Damian Wojno, inscrito na Ordem dos Médicos da Polónia com a licença profissional 3211301. Não encontra aqui doses nem instruções de utilização: isso pertence ao folheto informativo e ao médico que o acompanha. A emissão nunca é garantida e a recusa fundamentada é um desfecho possível.
Porque é que algumas embalagens de lidocaína exigem receita
A ação da lidocaína depende do local de aplicação, da apresentação utilizada e do estado clínico de quem a usa. O regime de dispensa não é o mesmo para todos os medicamentos que a contêm: a classificação é atribuída a cada um em concreto, e há apresentações entregues ao balcão a par de apresentações que a farmácia só entrega com prescrição válida. A informação que conta para si é a que consta da embalagem que utiliza e a que o farmacêutico lhe confirma. Não a verificamos por si e não a adivinhamos. Vale a pena fazer essa confirmação antes de qualquer pagamento: se a sua embalagem for de venda livre, este serviço não lhe acrescenta nada. Nas apresentações sujeitas a receita, a exigência tem fundamento clínico. Existem contraindicações relevantes, nomeadamente em pessoas com alterações da condução ou do ritmo cardíaco, com doença hepática significativa ou com hipersensibilidade conhecida a anestésicos locais do mesmo grupo químico, e existem interações que obrigam a reavaliar o tratamento. Quando a apresentação exige receita, não há atalho: não fornecemos medicamentos e não contornamos essa exigência. Submetemos o pedido a uma avaliação médica que pode terminar em recusa.
Como funciona a renovação na FarmaViva
O processo é integralmente escrito. Preenche um formulário clínico onde descreve o motivo do tratamento, há quanto tempo o faz, que apresentação lhe foi prescrita anteriormente, que outros medicamentos toma e que problemas de saúde tem. Pode anexar a prescrição anterior, relatórios ou notas de consulta: reduzem a probabilidade de o pedido ficar parado à espera de esclarecimentos. Não há videochamada, não há marcação e não precisa de se deslocar. Depois de submeter, o pedido fica na fila de avaliação. Se faltar informação, o médico contacta-o pelo chat da sua conta. A resposta pode ser a emissão do documento, um pedido de esclarecimento, ou uma recusa fundamentada quando a renovação à distância não é clinicamente adequada, por exemplo quando o quadro exige observação do local de aplicação. Se o médico verificar que a apresentação descrita não exige prescrição, também lho dirá, em vez de emitir um documento inútil. Não prometemos receita a ninguém: quem avalia é o médico, e o resultado depende do que estiver documentado no seu caso.
Que documento recebe e como o usa na farmácia
Se o pedido for aprovado, recebe por e-mail uma receita transfronteiriça em PDF, emitida ao abrigo da Diretiva de Execução 2012/52/UE e reconhecível noutro Estado-Membro. Não é uma receita do SNS: não tem código de dispensa, não usa o seu número de utente, não dá direito à comparticipação associada às receitas do SNS e não fica registada no sistema de prescrição eletrónica português. É um documento para imprimir, com os dados do medicamento, os seus dados de identificação e a assinatura do médico. Leva-o à farmácia juntamente com o documento de identificação usado no pedido. A decisão de dispensar cabe ao farmacêutico, que pode recusar, e essa possibilidade é real: nem todas as farmácias estão familiarizadas com este formato. Vale a pena telefonar antes a confirmar se a farmácia aceita receitas transfronteiriças. O operador do serviço é a MEDINOW Sp. z o.o., sociedade sediada na Polónia.
Pagamento, recusas e o que não fazemos
O valor que paga corresponde à consulta médica, isto é, à avaliação do seu caso por um médico, e não à emissão de um documento. Esta distinção determina o que acontece em caso de recusa. Se o médico concluir que não deve renovar por motivos clínicos, o valor pago é devolvido, e o mesmo se aplica quando conclui que a apresentação descrita não carece de prescrição. Se lhe pedirmos documentação ou esclarecimentos e não os enviar, a consulta é considerada realizada com a informação disponível e o valor não é devolvido, porque o trabalho médico foi efetivamente feito. Há limites explícitos ao que fazemos. Não emitimos receitas de substâncias sujeitas a controlo especial, não iniciamos tratamentos novos com lidocaína à distância, não vendemos nem enviamos medicamentos e não damos indicações de aplicação por escrito fora da relação clínica. Perante dor torácica, falta de ar, tonturas intensas, alterações do ritmo cardíaco ou reação alérgica após aplicação, não espere por uma avaliação online: contacte o SNS 24 ou o 112.
Revisão clínica: Dr. Damian Wojno (Ordem dos Médicos da Polónia, secção de Olsztyn, licença profissional n.º 3211301) · Atualizado em · Linhas editoriais · Operador: MEDINOW Sp. z o.o.. Conteúdo informativo; não substitui a consulta nem o folheto informativo do medicamento.