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FarmaViva · Medicamentos para a ansiedade

Medicamentos para a ansiedade: que grupos existem e o que não pode ser prescrito à distância

Se procura informação sobre medicamentos para a ansiedade, comece por uma coisa que muda tudo na prática: os fármacos que as pessoas associam de imediato à ansiedade, as benzodiazepinas e os indutores do sono, estão fora da receita transfronteiriça por força da lei. O artigo 11.º, n.º 6 da Diretiva 2011/24/UE retira os estupefacientes e as substâncias psicotrópicas do reconhecimento mútuo de receitas entre Estados-Membros. Isto significa que nenhum serviço à distância assente numa receita emitida noutro país lhe permite obter alprazolam, diazepam, lorazepam, bromazepam, zolpidem ou similares, independentemente do que prometa. Não é uma regra nossa nem rigidez clínica: é direito da União. Esta página explica que grupos de medicamentos se usam na ansiedade e como funcionam em termos gerais, o que fica de fora da via transfronteiriça e porquê, e o que a FarmaViva faz e não faz nesta área, para que ninguém pague por uma avaliação que já sabe que termina em recusa. Não encontrará aqui doses, nomes de produtos a tomar nem sugestões de automedicação: encontrará o mapa do que é possível e do que não é, e o passo seguinte quando a resposta é não.

Que grupos de medicamentos se usam na ansiedade

A ansiedade não tem um medicamento único, tem grupos com lógicas diferentes. Os antidepressivos que atuam sobre a serotonina, incluindo os inibidores seletivos da recaptação da serotonina e os que atuam também sobre a noradrenalina, são o pilar do tratamento farmacológico prolongado das perturbações de ansiedade. Atuam devagar: as primeiras semanas podem ser desconfortáveis e o efeito pretendido instala-se ao longo de semanas, não de horas. Um segundo grupo são os ansiolíticos de ação rápida, sobretudo as benzodiazepinas, que aliviam os sintomas pouco depois da toma, mas cujo uso continuado gera tolerância e dependência, razão pela qual as recomendações clínicas limitam o seu emprego a períodos curtos e a situações delimitadas. Há ainda fármacos com indicações mais restritas: a pregabalina em certas formas de ansiedade generalizada, também ela com potencial de dependência descrito; a hidroxizina, um anti-histamínico com efeito sedativo; alguns bloqueadores beta, usados pontualmente para sintomas físicos como tremor ou palpitações e com pouco efeito sobre a componente psicológica; e a buspirona. Cada um destes grupos tem perfis de efeitos adversos, interações e contraindicações próprios, e nenhum deles é intermutável com outro. O ponto que interessa reter é que a escolha entre eles não depende da intensidade do desconforto sentido, mas do diagnóstico, da duração dos sintomas, do que já foi tentado antes e da história clínica de quem consulta. Por isso esta página não indica nenhum deles em concreto.

Porque é que as receitas de benzodiazepinas não são reconhecidas entre países

A receita transfronteiriça existe ao abrigo da Diretiva de Execução 2012/52/UE, que fixa os elementos que uma receita emitida num Estado-Membro deve conter para poder ser reconhecida noutro. Mas a diretiva-mãe, 2011/24/UE, exclui no seu artigo 11.º, n.º 6 desse reconhecimento os medicamentos que contenham substâncias classificadas como estupefacientes ou psicotrópicas. As benzodiazepinas e os chamados hipnóticos Z pertencem a essa classificação, e pertencem-lhe independentemente de, em Portugal ou na Polónia, a embalagem trazer apenas a menção de medicamento sujeito a receita médica: o critério é a substância, não o rótulo nacional. A consequência prática é direta: uma receita transfronteiriça com alprazolam ou zolpidem não é um documento frágil ou de aceitação incerta, é um documento que a norma não prevê, e a farmácia não o pode aviar. O mesmo vale para os estimulantes usados na perturbação de hiperatividade e défice de atenção, para os opioides e para a generalidade dos psicofármacos sujeitos a controlo. Se encontrar um serviço que se ofereça para lhe enviar por via eletrónica, a partir de outro país, uma receita destas, o problema não é o preço nem a rapidez: é que aquilo que lhe prometem não pode terminar numa dispensa legal em Portugal.

Antidepressivos: porque é que também não os avaliamos à distância

Os antidepressivos não constam da exclusão do artigo 11.º, n.º 6, mas isso não faz deles um pedido adequado para um formulário. Iniciar um antidepressivo exige exploração diagnóstica, avaliação do risco, decisão sobre alternativas não farmacológicas e vigilância nas primeiras semanas, período em que a inquietação e, sobretudo antes dos 25 anos, os pensamentos de morte podem intensificar-se antes de a medicação produzir o efeito pretendido. Continuar o tratamento, ajustar a terapêutica ou trocar de molécula pertence ao mesmo acompanhamento. Nada disso cabe num pedido escrito e diferido, e por isso o acompanhamento de perturbações psiquiátricas não faz parte do que a FarmaViva faz à distância: se indicar uma substância destas no formulário, o pedido é assinalado e recusado antes de qualquer pagamento. O que este serviço avalia é a renovação de terapêutica crónica já instituída, fora das classes controladas e fora da área psiquiátrica, com prescrição anterior documentada e situação estável. Se o que procura é começar ou manter tratamento para a ansiedade, o caminho é médico em Portugal: médico de família, consulta de psiquiatria ou, se estiver deslocado, um médico onde se encontra. Preferimos dizê-lo com todas as letras a deixar alguém pagar por uma avaliação que já sabemos como termina.

Como funciona um pedido na FarmaViva e o que recebe no fim

O modelo é assíncrono e escrito. Preenche um formulário com a sua situação clínica, o tratamento que já faz e a documentação que tenha, e identifica-se com documento de identificação: cartão de cidadão, passaporte ou título de residência. Não há videochamada, não há telefonema e não há marcação de hora. O Dr. Damian Wojno, inscrito na Ordem dos Médicos da Polónia em Olsztyn, na Polónia, com a licença profissional 3211301, avalia o pedido por escrito e responde por e-mail. Pode pedir documentação adicional antes de decidir e pode decidir que não emite receita. Se emitir, recebe por e-mail um PDF de receita transfronteiriça ao abrigo da Diretiva de Execução 2012/52/UE. Não há código PIN, não há número de utente e não há registo no SNS: é um documento emitido na Polónia, não uma receita portuguesa, pelo que o medicamento é pago na íntegra, sem comparticipação. Apresenta-o na farmácia juntamente com o documento de identificação com que fez o pedido. Quem decide sobre a dispensa é o farmacêutico, que pode recusar se tiver dúvidas fundamentadas, incluindo dúvidas sobre a identificação ou sobre o próprio medicamento. Nem todas as farmácias estão familiarizadas com receitas emitidas noutro Estado-Membro, por isso convém telefonar antes de se deslocar.

O que a taxa cobre e quando há devolução

A taxa paga a consulta, isto é, o trabalho de avaliação clínica do seu pedido. Não paga a emissão de um documento nem garante que o documento seja emitido. Se o médico avaliar o caso e concluir, por razões clínicas, que não deve emitir receita, a taxa é devolvida. Se pedir documentação necessária para decidir e essa documentação não for entregue, a consulta considera-se realizada com o trabalho que foi possível fazer e a taxa não é devolvida. Dizemos isto antes do pagamento e não depois, porque é a diferença entre um serviço clínico e uma loja. Vale a pena ler a frase ao contrário: se o único desfecho que lhe interessa é sair com receita, e se a hipótese de uma recusa fundamentada lhe parece dinheiro perdido, então este serviço não é para si e é melhor sabê-lo agora. A avaliação existe precisamente porque nem todos os pedidos devem terminar em prescrição. No caso dos medicamentos para a ansiedade, a maior parte nem chega a esta fase: as substâncias excluídas são recusadas no próprio formulário, sem pagamento.

Se está sem medicação ou a situação é urgente

Há circunstâncias em que esperar por uma avaliação escrita não é a opção adequada. A interrupção abrupta de alguns fármacos usados na ansiedade, em particular das benzodiazepinas tomadas de forma continuada, pode provocar sintomas de privação com risco associado, e isso exige avaliação presencial, não um pedido online. A paragem súbita de um antidepressivo também costuma dar sintomas de descontinuação, e a decisão de suspender ou reduzir pertence a quem acompanha o tratamento. Se está sem medicação de que depende há muito tempo, fale com o seu médico de família, dirija-se a um serviço de urgência ou contacte a Linha SNS 24 através do 808 24 24 24. Se sente que a ansiedade evoluiu para ideias de fazer mal a si próprio, procure ajuda imediatamente: ligue 112 ou dirija-se ao serviço de urgência hospitalar mais próximo. Nada nesta página substitui essa avaliação, e não temos condições, num modelo escrito e diferido, para responder a uma situação aguda. Preferimos dizê-lo de forma inequívoca a deixar alguém à espera de um e-mail num momento em que precisa de outra coisa.

Revisão clínica: Dr. Damian Wojno (Ordem dos Médicos da Polónia, secção de Olsztyn, licença profissional n.º 3211301) · Atualizado em · Linhas editoriais · Operador: MEDINOW Sp. z o.o.. Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica.

Perguntas frequentes

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