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Fluconazol: como renovar a receita online

O fluconazol é um antifúngico usado no tratamento de candidíases e de algumas micoses superficiais. Em Portugal é um medicamento sujeito a receita médica, pelo que a farmácia só o dispensa mediante prescrição válida. Se já faz este tratamento por indicação de um médico e precisa de o continuar, a FarmaViva permite pedir a renovação da receita através de um formulário, sem videochamada e sem marcação. O pedido é avaliado por um médico inscrito na Ordem dos Médicos da Polónia, que decide caso a caso se a renovação é clinicamente adequada. Quando a avaliação é favorável, recebe por e-mail uma receita transfronteiriça em PDF, emitida ao abrigo da Diretiva de Execução 2012/52/UE. Não é uma receita do SNS: não tem código de dispensa nem número de utente, em regra não dá direito a comparticipação, e o farmacêutico mantém a decisão final sobre a dispensa. Esta página explica o processo e não substitui o folheto informativo nem a avaliação do médico que o acompanha.

O que é o fluconazol e porque exige receita

O fluconazol é um antifúngico do grupo dos triazóis, usado no tratamento de candidíases e de algumas micoses superficiais. Em Portugal está classificado como medicamento sujeito a receita médica, o que significa que a farmácia não o pode dispensar sem prescrição válida. É comercializado sob a marca original Diflucan e em genéricos identificados pela substância ativa e pelo nome do titular da autorização de introdução no mercado. A classificação tem razões clínicas: o fluconazol interage com vários outros medicamentos, exige atenção em pessoas com doença hepática ou renal e não deve ser usado na gravidez ou durante a amamentação sem avaliação médica. Acresce que sintomas semelhantes podem ter causas diferentes de uma infeção fúngica, pelo que um diagnóstico prévio é relevante. Costuma ainda ser prescrito em ciclos curtos, e não como terapêutica contínua, o que torna a avaliação de cada pedido ainda mais importante. Por isso esta página trata apenas do processo de renovação e não indica doses nem esquemas de utilização: essa informação consta do folheto informativo e da avaliação do médico que o acompanha.

Como funciona a renovação da receita na FarmaViva

A FarmaViva funciona por formulário. Não há videochamada, não há marcação e não precisa de se deslocar. Preenche o pedido com os seus dados de identificação, indica o medicamento que já utiliza, quem o prescreveu e há quanto tempo, e responde a perguntas clínicas sobre antecedentes, outros medicamentos e alergias. Se está grávida, a amamentar ou a planear engravidar, indique-o, porque isso altera a avaliação. Pode anexar documentação, como a receita anterior ou um relatório médico. O pedido é depois avaliado pelo Dr. Damian Wojno, médico inscrito na Ordem dos Médicos da Polóniariça e não de receita do SNS. Se faltar informação, o médico entra em contacto por e-mail a pedir esclarecimentos, e o pedido fica a aguardar a sua resposta. Nenhum pedido é aprovado automaticamente: a renovação só avança se a avaliação clínica a considerar adequada. Se a conclusão for outra, é-lhe explicado o motivo e o que pode fazer a seguir.

O que recebe: receita transfronteiriça em PDF

Quando a avaliação é favorável, recebe por e-mail um PDF: uma receita transfronteiriça emitida ao abrigo da Diretiva de Execução 2012/52/UE, que fixa os elementos que uma prescrição emitida noutro Estado-Membro deve conter para poder ser reconhecida. O serviço é operado pela MEDINOW Sp. z o.o., sociedade polaca, e o documento destina-se a ser apresentado numa farmácia em Portugal. Convém perceber o que isto significa na prática. Não é uma receita do SNS: não tem código de dispensa, não tem número de utente e não chega por SMS. Em regra também não dá lugar a comparticipação, pelo que conta com o preço total do medicamento. Leva o PDF impresso ou no telemóvel, acompanhado do seu documento de identificação. O farmacêutico mantém a decisão sobre a dispensa e pode recusar, por exemplo se tiver dúvidas sobre o documento ou sobre a adequação do tratamento. Nem todas as farmácias estão habituadas a receitas emitidas noutro Estado-Membro, pelo que pode ter de contactar mais do que uma.

Pagamento, recusa e quando procurar observação

O pagamento cobre a consulta, ou seja, a avaliação clínica do seu pedido, e não a emissão garantida de uma receita. Nenhum serviço responsável pode prometer uma prescrição antes de analisar o caso. Se o médico concluir que a renovação não é clinicamente adequada, o valor pago é devolvido. Se o médico pedir documentação e não a enviar, a consulta considera-se realizada e o valor não é devolvido, porque o trabalho clínico já foi feito. Vale por isso a pena verificar o e-mail nos dias seguintes ao pedido, incluindo a pasta de spam. Há ainda situações em que a resposta correta é outra e nenhuma receita a resolve: febre alta, arrepios, dor intensa, sinais de agravamento, sintomas que não melhoram com o tratamento habitual, queixas que voltam repetidamente ou uma primeira suspeita de infeção nunca avaliada justificam observação presencial, no seu médico de família ou num serviço de urgência. Se está a tomar outros medicamentos de forma continuada, leve a lista consigo.

Revisão clínica: Dr. Damian Wojno (Ordem dos Médicos da Polónia, secção de Olsztyn, licença profissional n.º 3211301) · Atualizado em · Linhas editoriais · Operador: MEDINOW Sp. z o.o.. Conteúdo informativo; não substitui a consulta nem o folheto informativo do medicamento.

Perguntas frequentes

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